quinta-feira, 18 de março de 2010


IRMÃOS MEU DESABAFO !!!

Acabei de vir de uma pregação onde Deus me mostrava que devemos ser verdadeiros ao Amor D'ele... mais uma vez Jesus em sua infinita misericórdia me coloca "frente a frente" com todas as minhas fraquezas e como nosso irmão disse Deus também é JUSTIÇA... então justiça seja feita... tenho que desabafar nesse momento onde meu coração "grita" de amor pelo nosso PAI... que devemos unir nossas forças e fazer um GRANDE CLAMOR ao Deus que nos tirou da "imundice" de nossos pecados... nos fazendo enxergar em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou (Rm 8.37) e nos amou tanto que deu seu Filho para morrer na CRUZ... então peço que sejam mais fiéis... Vejo que Deus está reunindo seu exército aqui na Terra para o grande combate que está por vir... grande combate que já existe... o combate da FALTA DE FÉ... o grande combate dos ÚLTIMOS dias... que sejamos servos revestido da ARMADURA DO CRISTÃO (Efésios 6, 10-20), para vigiarmos como devemos vigiar... não sejamos mornos, porque se não não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca (Apocalipse 3,16).


Peço que orem pela minha conversão que sei que é diária... sei que devo ser melhor para Deus renovando esse propósito todos os dias... se sair "um segundo" dos olhos de Deus caio irmãos... caio em pecado... por isso que tenho que viver incondicionalmente aos pés de Jesus... ao olhar de Maria... pedindo que Maria "passe a frente" de meus propósitos e desejos... pois peço a Cristo que "intervenha em meu livre arbítrio" me fazendo seu servo e nada mais...

Orem pelo meu desemprego... orem por minha familia...


Oro pelo cansaço de todos vocês... oro a Deus pela conversão e SIM de cada um todos os dias... sejam fiéis...

"Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo." (Atos dos Apóstolos 1,8)

Obrigado por ler esse e-mail...

Deus o abençõe novamente e te cubra com o poder D'ele.


Marcelo
Missão Águia

quarta-feira, 17 de março de 2010

Os Quatro Evangelistas‏

Evangelho é uma mensagem, geralmente de conteúdo religioso, ou o livro que contém tal mensagem.
A expressão surgiu com o cristianismo e significava boas novas, ou boas notícias, uma referência à mensagem cristã. Desde Justino no ano 150 começou a ser dado o nome de evangelhos aos livros que contivessem a mensagem do evangelho, ou mais genericamente, narrassem qualquer atitude de Jesus Cristo ou elencassem seus ensinamentos.

Os Evangelhos como um gênero literário
Os evangelhos são um gênero único na literatura universal. Não são meros relatos, mas também um convite à adesão ao cristianismo. A sua primeira intenção não é biográfica. Apresentam Cristo como Messias, Filho de Deus e Salvador da humanidade. Contém coleções de discursos, de parábolas e relatos, como o da Paixão de Cristo e sua Ressurreição.

Evangelhos canônicos
Os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João são chamados evangelhos canônicos por serem os únicos que o Cristianismo primitivo admitiu como legítimos e hoje integram o Novo Testamento da Bíblia, sendo também os únicos aceitos pelos grupos que sucederam (como os evangélicos). As igrejas cristãs só aceitam estes quatro evangelhos como tendo sido inspirados e fazendo parte do Cânon. As igrejas protestantes tem na Bíblia Sagrada, incluindo os evangelhos, sua única regra de fé e de prática.

Etimologia
Literalmente, evangelho significa "boa mensagem", "boa notícia" ou "boas-novas", derivando da palavra grega ευαγγέλιον, euangelion (eu, bom, -angelion, mensagem).
A palavra grega "euangelion" deu também origem ao termo "evangelista" para a língua portuguesa.

São Mateus
Mateus conheceu Jesus bem de perto. Ele foi um dos Apóstolos. Antes, exercia a profissão de cobrador de impostos públicos. Chamava-se Levi. O nome de Mateus foi-lhe dado depois que Jesus o chamou para segui-lo. Em seus escritos, ele mesmo conta como Jesus o chamou (Veja Mt 9,9).
E quais são os fatos que Mateus narra no seu Evangelho? Encontramos nele muitos fatos e aspectos já apresentados por Marcos. Porém, Mateus os apresenta de outra forma. Ele fala sobre o nascimento de Jesus; depois, da sua Missão, Morte e Ressurreição.
Mateus preocupava-se em mostrar aos judeus, a comunidade para quem ele escreveu seu evangelho, que Jesus é o Salvador prometido. Ele prova que em sua pessoa e obra a promessa de Deus se realiza. Por isso, cita muitos textos bíblicos do Antigo Testamento que falam de Jesus como o Messias anunciados pelos profetas. Temos um exemplo disso na narrativa do nascimento de Jesus em Belém que está em Mt 2,6 e tem ligação com as palavras de Miquéias (Mq 5,1). Acompanhemos o que ele diz: "E tu, Belém, não és de modo algum a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um Chefe que será pastor de Israel, meu povo. Suas origens são de tempos antigos".
Mesmo assim, os judeus não acreditaram. E Mateus continuou insistindo em sua afirmação de que Jesus é verdadeiramente o Salvador prometido, o Filho de Deus.

São Marcos
Marcos, também chamado de João Marcos, escreveu seu Evangelho a partir das pregações de São Pedro.
A grande preocupação de São Marcos era mostrar aos novos cristãos (convertidos e batizados) que aquele Jesus que os homens não aceitaram, cruficicaram e mataram, era também o Filho de Deus glorioso que ressucitou na Páscoa.
Marcos percebeu ainda que o povo esperava que Jesus fosse um Deus guerreiro e vencedor pela espada; não um Deus tão parecido com as pessoas simples do povo. Isso os decepcionaram. Porém, o evangelista entendeu que era esse o segredo de Jesus: ele não apenas sofreu e morreu, mas também ressuscitou porque era o Filho de Deus.
Diante disso, Marcos não teve dúvidas. No seu Evangelho, ele comunicaria a bondade e a divindade de Jesus. Por isso, ele narrou muitos fatos imporantes de sua vida, destacando a pregação, as curas e os milages. Confira na sua bíblia quais são esses fatos e que milagres Jesus fez segundo o Evangelho de São Marcos.

São Lucas
Lucas, ao contrário de Mateus, não conheceu Jesus. Era pagão (não batizado). Vivia na cidade de Antioquia onde nasceu e trabalhava como médico. Como, então, ele pôde escrever seu Evangelho? Isso só aconteceu depois da sua convesão, ou seja, depois que ele conheceu Jesus através da pregação de São Paulo. A partir daí, Lucas acompanhou Paulo em quase todas as viagens missionárias. Esteve sempre ao seu lado mesmo nos momentos mais difíceis, como na prisão de Paulo em Roma.
No Evangelho de Lucas, encontramos fatos já narrados por Marcos e Mateus. Diferente, porém, é a linguagem que ele usa. Por exemplo, ao falar da infância de Jesus, só ele descreve detalhes de seu nascimento. Ele mostra não só como Jesus nasceu, mas indica também a sua origem e qual era a sua missão nesta Terra (Confira Lc 2, 1-8).
Lucas ainda insite na ternura de Jesus para com os humildes e pobres enquanto os orgulhosos são tratados duramente.
Além disso, ele mostra que Deus (o Pai de Jesus e nosso Pai) é um Deus de amor e bondade. Por isso, ele cura as doenças, perdoa e salva o pecador arrependido como o bom ladrão pregado na cruz ao lado de Jesus na cruz (Lc 23, 39-43).
Seu Evangelho tinha a finalidade de fortalecer a fé dos novos cristãos, de origem pagã, convertidos a Jesus, como ele.

São João
João era um pescador e irmão de Tiago que também foi um dos doze apóstolos (veja em Mt 10,1-4 os nomes dos outros apóstolos). E por que Jesus chamou estes doze homens? Chamou-os para que depois eles pregassem a mensagem de Deus a todos os povos. E como ele mesmo diz, João é "aquele que Jesus amava". Ele sempre foi amigo de Jesus, nunca o abandonou, nem mesmo na hora da cruz e foi lá que Jesus pediu a João que cuidasse de Nossa Senhora depois que ele morresse.
A preocupação de João, ao escrever seu Evangelho, foi mostrar aos cristãos a origem divina de Jesus. Por este motivo, lembra, já no início do livro, que desde a criação do mundo, Jesus não só estava junto de Deus, mas ele era também Deus (Jo 1,1).
E João continua afirmando que foi por amor que Jesus se tornou homem e veio para salvar e dar vida a todos os humanos. Jesus demostrou isso através da sua vida e dos milagres que fez, milagres que revelam o poder de Jesus e simbolizam os dons que ele traz a todos: a vida, o pão vivo, a luz etc. Através desses dons, Jesus nos faz fortes para amar e ajudar as outros pessoas. Este é o mandamento que ele nos deixou: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 13,12).

O texto dos quatro evangelistas foi tirado de uma revista Família Cristã cuja numeração e data não nos foi possível confirmar.

terça-feira, 2 de março de 2010






RÁDIO DE JESUS (24 HS)


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" Buscai ao senhor já que ele se deixa encontrar "

(Isaias 55,6)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009




Natal: a quem procuras?



A Vida manifestada em nosso meio...


A fragilidade da vida de um recém-nascido provoca diferentes emoções, mas nada se compara à profunda alegria para aquela que o gerou. Sob os olhares dos pais para o filho recém-nascido, reconhecendo a benevolência divina para com eles no ato de gerar, percebemos o inefável. Muitos parentes e amigos visitarão aquela pequena criatura que nada pode fazer por si própria.

Na manjedoura, os olhares de Maria e José testemunhavam a Salvação que alcançava toda a humanidade. Eles viram a encarnação do Verbo!

Para os pastores, que partiram ao encontro do "sinal" - foi anunciada a Boa Nova, que seria alegria para todos...

Para nós, o povo escolhido, o povo objeto dessa benevolência, a quem temos saído ao encontro no dia de Natal? O que temos procurado encontrar? O que conseguimos "ver" diante da Sua presença?

Muito mais do que as grandes mobilizações do comércio e do povo nas ruas, suas manifestações de alegrias em festas, a Igreja proclama a vida manifestada, e que nesses 2000 anos tem dado testemunho e anunciado a Vida Eterna, que no Pai estava e a nós se manifestou.

A mesma alegria inefável de Maria e José talvez não possamos alcançar, mas queremos ser agradecidos e tomando posse da graça da salvação, fazer como João "que veio para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele" (João 1,7).


Deus abençoe o seu Natal!

Seu irmão,



Marcelo

Missão Águia

quarta-feira, 18 de novembro de 2009



Testemunho de Neil Velez

Eu estava morrendo na cama de um hospital. Especialistas do Texas e da Califórnia viajaram à cidade de Nova York para me dizer que não podiam fazer mais nada por mim e que eu teria somente três meses de vida.

As válvulas do meu coração não estavam funcionando corretamente e surgiram tumores em minha cabeça, os quais faziam com que eu tivesse convulsões. Além do mais, um desses tumores oprimiu o nervo óptico deixando-me cego. Eu tinha hemorragias internas, vomitava sangue e caía banhado naquele líquido vermelho. Também padecia de meningite.

Enquanto me encontrava prostrado naquele quarto, debatia dia e noite com Deus. Minha discussão com o Senhor se centrava basicamente na seguinte passagem bíblica: 1 Pd 2,24, que dizia: “Por Suas chagas fomos curados”. Eu tentava esquecer esse versículo mas não conseguia. A cada segundo que passava me sentia mais irritado com o Senhor. Por que eu estava tão irritado? Porque esse versículo me falava em um tempo passado. Não dizia que eu ia receber a cura ou que esperava ser curado, mas que eu já estava curado, há pouco mais de dois mil anos em uma cruz. Enquanto aquele versículo atestava que eu tinha saúde, o meu corpo me mostrava exatamente o contrário. Nasci enfermo e minha condição foi piorando até perder a vista e ficar prostrado em uma cama. Toda essa situação chegou a tal ponto que começei a gritar e a brigar com Deus, dizendo-lhe textualmente essas palavras: “Duas coisas estão acontecendo aqui: Tudo isso é mentira ou eu não te conheço”. Nesse momento, escutei uma voz muito clara que me respondeu: “Meu filho, verdadeiramente tu não me conheces”.

Eu passei minha vida inteira dentro da igreja. Pertenço à segunda geração de um ministério, meus pais e meus tios me levavam desde pequeno com eles a retiros e vigílias. Em outras palavras, não conheço outra vida que não seja de igreja em igreja. Dediquei toda minha vida ao Senhor, me formei e me preparei na Igreja, passando inclusive por um seminário. Com 12 anos eu já estava ministrando. E Ele dizia que eu não o conhecia.

A verdade é que eu acreditava conhecê-lo. E aí está a confusão de muitos que estão convecidos da mesma coisa que eu pensava naquela ocasião. Alguns consideram que – por não faltarem nunca à Missa, receberem a Eucaristia diária e serem constantes na oração do rosário – conhecem o Senhor profundamente. Outros estão convencidos de que por estudarem Filosofia, Teologia ou Psicologia o conhecem. Assim como há aqueles que até pregam sobre Jesus Cristo e ainda não sabem sobre quem estão falando. E eu era um destes! Acreditava saber sobre Ele, não só pela minha preparação como também pela minha educação e experiência, mas eu estava equivocado. Naquela noite descobri que eu estava longe de Deus. Representava o personagem bíblico, que fala de coisas sobre as quais não entendia, conhecia-nas somente de ouvir falar (cf. Jó 42, 1-6).

Quando o Senhor voltou a me falar eu compreendi a razão das palavras d’Ele. Como pude, desci da cama, me ajoelhei e começei a chorar como uma criança. Entre gemidos lhe disse as seguintes palavras: “É verdade, meu Deus. Eu não te conheço! Mas hoje quero te conhecer”. Foi o dia em que fiz a oração mais importante da minha vida. Naquele momento, humildemente, abri mão de tudo o que eu pensava ser e ter, incluindo estudos, talentos, dons e formação. Naquele dia morri para mim mesmo e para tudo que eu tinha convicção de conhecer. Assim pude permitir que Deus nascesse em mim. Momentos antes de concluir a manifestação daquelas palavras, algo aconteceu comigo. Era uma dor tão forte que dava a sensação de que minha cabeça iria explodir. Quando senti que não podia mais resistir àquele tremendo sofrimento, começei a gritar como um louco naquele quarto. Gritei tanto que os médicos vieram correndo e entraram no quarto. Logo, de repente, aquela dor desapareceu e reinou a calma. Quando parei de chorar e sequei minhas lágrimas, abri meus olhos e notei que minha visão havia voltado. Estava contemplando o rosto daqueles médicos que me olhavam atônitos. Eu lhes dizia, cheio de emoção e alegria, que podia ver. Eles estavam maravilhados e em seguida começaram a fazer vários exames em mim e descobriram que os tumores e a meningite também haviam desaparecido.

Os médicos diziam não compreender o que havia ocorrido comigo. Diziam que era conveniente que eu não tivesse ilusão, já que, em muitas outras ocasiões, ocorreram alívios passageiros. Insistiam em me recordar que só me restavam três meses de vida e que esse fato era irreversível. Recordo-me de que, logo depois de escutar o que os médicos me informaram, ter lhes dito: “Obrigado por tudo o que vocês fizeram por mim. Mas eu não vou morrer!” Eles continuavam insistindo que eram especialistas em casos como esse e que não tinham a menor dúvida de que meu fim estava próximo. Por curiosidade, igualmente, me perguntaram: “Quem te disse que isso não ia ocorrer?” E eu lhes respondi: “Deus. Por Suas chagas eu fui curado”. Então, eles me proibiram de fazer atividades e eu decidi pregar incansavelmente. Recordo-me de que, na minha debilitada condição, tomava a Bíblia, começava a pregar e ensinava o que Jesus Cristo nos deu através de sua Cruz. Pregava sobre essa passagem (1Pd 2,24) e até dava testemunho da minha cura. Muitos dos que caminhavam comigo diziam que eu estava mentindo, porque a verdade era que meus dias estavam contados.

“Por Suas chagas eu fui curado”

Ao final da pregação, eles me levavam para um local reservado, pois, por conta das tonturas, eu desmaiava e caía no chão banhado em sangue. Meus irmãos tinham que sair correndo comigo para o hospital. Outras vezes, permanecia inconsciente por alguns minutos caído no chão. Depois de algum tempo, eu me levantava com algum esఫ orço, pegava o meu lenço e tentava me limpar daquele sangue como podia.

Podem me chamar de louco ou fanático, ou seja, uma pessoa que cegamente crê em algo. Hoje eu estou em pé aqui, porque cegamente acreditei em Deus. Porque caminhava crendo em meu Deus. Porque quando eu desmaiava e caía no chão, logo em seguida me levantava novamente.

Deus não respeita homens, não faz distinção entre uns e outros, porque todos somos iguais diante d’Ele. Não olhe para mim como um super-homem. Você é filho de Deus! E o que Cristo fez na cruz – o fez por você também. Por Suas chagas, as chagas do Crucificado, você também foi curado! A você basta acreditar nesse sacrifício que Ele fez por todos nós e confiar plenamente n’Ele. Jesus Cristo hoje diz a você: “Toma teu leito, vai para casa, porque já estás curado.”


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

No deserto das emoções

Quando não queremos ouvir a voz da alma
Tornou-se normalidade nos dias de hoje a dependência de emoções…
Se vamos a uma festa e não damos boas gargalhadas até alcançarmos a euforia, logo dizemos que a festa não foi boa…
Se uma noiva ao dizer o seu sim no altar não demonstrar voz trêmula e não deixa vir as lágrimas, desacreditamos de sua verdade…
Se contamos a alguém sobre um novo projeto ou conquista, e este alguém não vibra conosco, sentimo-nos rejeitados…
Mas por que será que estamos sempre em busca de emoções, de sentido para nossos sentimentos? Porque somos da geração fast food, da geração 24h, da geração "faça que eu pago".
Uma geração que não caminha mais em praça pública, porque é melhor uma esteira elétrica. Geração que não sente o vento no rosto, pois acostumou-se com o ar-condicionado; a geração que não levanta o bumbum do sofá, porque há controle na mão
Geração BBB que, quando alguém não nos agrada, simplesmente a eliminamos. Geração que não sabe o que quer e, por isso, experimenta de tudo um pouco para ver se alcança um êxtase... nem que seja por alguns segundos. Uma geração que não dorme no silêncio e tem sempre um fone nos ouvidos com música, porque teme ouvir a voz da alma ou, quem sabe, a voz da própria consciência.
No entanto, quando uma geração corre atrás de seus sonhos, está aprendendo a viver em equipe, caminhando para ser resiliente e surpreender; adapta-se ao novo e está em constante mudança, num eterno adaptar-se, quebrando a cara, essa geração levanta e caminha.
Não quero de maneira nenhuma ser contrária à praticidade da vida moderna, mas a modernidade não pode nos aprisionar formando um muro para o natural da vida.
Portanto, não permita que por falta de emoção sua vida torne-se um deserto. E mesmo que em alguns momentos o deserto venha, lembre-se de que a primavera não é a mesma se não passar pelo outono. Assim como a companhia não será a mesma após um deserto. No seu deserto, saia em busca do poço que matará sua sede e não voltará a ter novamente, porque a sede da alma nada mais é do que a inquietude de uma busca pelo o eterno que se chama amor; e a supremacia do amor chama-se Deus.